<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6207956960770513123</id><updated>2012-02-16T12:40:48.506-02:00</updated><title type='text'>Diáspora</title><subtitle type='html'>Grupo constituído por estudantes negras e negros da Universidade Federal da Bahia que tem por objetivo levar a discussão racial para todos os espaços que formam essa instituição.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diaspora2007.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6207956960770513123/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diaspora2007.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luís Paulo Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15540508708109486124</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_ZccwdHlR8TM/SIKxRJQ7ErI/AAAAAAAAAtM/-ZyFmD0n7U0/S220/010101.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6207956960770513123.post-2686483360629155558</id><published>2008-07-14T13:36:00.000-03:00</published><updated>2008-07-14T13:38:37.752-03:00</updated><title type='text'>O Diáspora no ENECS</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;O Encontro Nacional de Estudantes de Ciências Sociais - ENECS - é um evento anual de caráter acadêmico, político, cultural e lúdico, que possibilita a interação entre os estudantes do curso de Ciências Sociais de todas as instituições do país. Este ano, o encontro será sediado em Salvador – Bahia, cidade de população majoritariamente negra .&lt;/span&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;O tema do&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ENECS em 2008 é &lt;span style="color: rgb(102, 51, 255); font-weight: bold;"&gt;"&lt;/span&gt; &lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255); font-weight: bold;"&gt;As Ciências Sociais pensando o mundo: os conflitos da diversidade e as incertezas contemporâneas"&lt;/span&gt; e&lt;/i&gt; será realizado entre 20 e 26 de julho de 2008 na UFBa – Universidade Federal da Bahia , no campus de Ondina – PAF I. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;Tendo como objetivo articular e possibilitar o diálogo com estudantes de todas as instituições de ensino superior do país que oferecem o curso de Ciências Sociais, O Diáspora – Negras e negros em Movimento, grupo de estudantes negr@s , em parceria com o CA de Ciências Sociais tem o prazer de possibilitar ao corpo discente do curso a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;desfrutar da contribuição da população negra para a construção dos saberes no Brasil, fomentar o debate acerca das opressões de raça , gênero, orientação sexual , geracional e social que são objetos do cientista social, promovendo os diversos olhares para análise e proposições. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;Para fomentar alguns temas atuais que são fundantes para a população negra e que são objetos constantes para os cientistas sociais na atualidade, segue algumas temáticas que serão tratadas no ENECS, que contará com alguns dos nossos reconhecidos mestres formados nas universidades da prática, da vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255); font-weight: bold;"&gt;Convites feitos à  Makota Valdina Pinto, Vilma Reis , Deise Queiroz, Jamylle Menezes, Marcos Rezende, Walter Altino, Hamilton Borges, dentre outras e outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Segue a programação :&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt; &lt;br /&gt;- A laicidade do Estado - os limites do sagrado e do laico na relação Estado e Religião ( 22/07/08 -10h)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Descolonização do Conhecimento : Outras epistemologias dentro da Universidade ( 22/07/08 -10h)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Juventude e ação política : dilemas, limites e possibilidades ( 21/07/08 -10h)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Violência policial e crime no meio urbano ( 21/07/08 -10h)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;- Implementação das ações afirmativas nas Universidades públicas - o motivo das tímidas movimentações de implementação e os movimentos contrários à democratização do acesso ( 21/07/08 -10h)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;- Nova esquerda ou populismo disfarçado ? A nova política na América Latina em questão.&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;- Novos atores políticos e alternativas de preenchimento do vácuo Cidadão X Estado ( 22/07/08 - 10h)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Juventude e Candomblé - Renovação e Tradição no Axé ( 24/07/08 - 10h)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(255, 64, 64);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O que : ENECS&lt;br /&gt;Onde : PAF I , UFBA - Ondina , Salvador -BA&lt;br /&gt;Quando: 20 à 26 de julho de 2008.&lt;br /&gt;Hora : 10 h&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6207956960770513123-2686483360629155558?l=diaspora2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diaspora2007.blogspot.com/feeds/2686483360629155558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6207956960770513123&amp;postID=2686483360629155558&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6207956960770513123/posts/default/2686483360629155558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6207956960770513123/posts/default/2686483360629155558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diaspora2007.blogspot.com/2008/07/o-dispora-no-enecs.html' title='O Diáspora no ENECS'/><author><name>Diáspora: Negr@s em movimento</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_2bxGgVm0lts/SU8EgAlk2II/AAAAAAAAADk/6GsLZZYuzyw/S220/dias.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6207956960770513123.post-4682651704357578616</id><published>2008-05-06T02:14:00.000-03:00</published><updated>2008-05-07T11:22:06.448-03:00</updated><title type='text'>Nina Rodrigues não morreu!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Diáspora – Negras e Negros em Movimento, vem através desta nota externar, não de imediato seu repúdio, mas, em certa medida, sua satisfação em ver as declarações do Sr. Antônio Natalino Dantas acerca do desempenho dos alunos de medicina da UFBA, curso este, que era coordenador. Ele é o único racista sincero que existe naquela Universidade, quem dera que todos os racistas fossem como ele: algumas dificuldades no enfrentamento do racismo institucional seriam amenizadas.&lt;br /&gt;A Universidade Federal da Bahia, assim como maioria (senão todas) as nossas instituições, é racista. O que o EX(já que renunciou) Diretor da Faculdade de Medicina fez, é apenas reflexo do racismo da instituição, como um todo. A opinião dele, com certeza, acha repouso em tantos outros ouvidos e mentes (mas não em bocas), mas estas/es, diferentemente, não dão a cara a tapa.&lt;br /&gt;As declarações vieram em bom momento para cessar algumas vozes insistentes em dizer que nós, negras/os vemos racismo onde não tem e que a UFBA não é excludente, que dirá racista.&lt;br /&gt;Mês passado ocorreu lá, nessa mesma instituição, o ENNUFBA - Encontro de Estudantes Negras e Negros na UFBA. A divulgação estava ocorrendo quando, na comunidade do Orkut da referida instituição, um tópico foi aberto, por um branco, se posicionando contra o encontro. Segundo ele, um evento desse tipo caracterizava-se como racismo às aversas e que nós, negras/os, estávamos discriminando e excluindo as/os brancas/os. Diante disso, uma discussão enorme deslanchou, rendendo mais de 1000 postagens. Enfim, o encontro ocorreu, foi um sucesso e, inclusive, essa "reação branca" à nossa articulação, repercutiu nas discussões feitas lá.&lt;br /&gt;Diante do que foi dito pelo Sr. Ex Diretor da FAMED-UFBA, agora eu quero ver quem ainda sustentará a posicionamento de que a instituição não é racista, nem excludente, apenas meritocrática.&lt;br /&gt;É certo que muitas/os tratarão esse fato como caso isolado e, mais que isso, como mera sandice de um louco, enquanto, na verdade, o cerne da questão está para além disso. Ele é reflexo de todo uma instituição, ele é aquilo que ele representa. Suas palavras não estão soltas ao vento, estão muito bem amarradas em toda a estrutura institucional-acadêmica.  Basta recordarmos de Nina  Rodrigues, com sua medicina eugenista, que fez eco dentro da FAMED e que, com certeza, não está sendo estudada ali dentro somente como um fator histórico.&lt;br /&gt;Dizer que música percussiva (leia-se, música afro-baiana) não pode ser considerada música, é uma agressão a todas/as aqueles que sabem de sua origem lá da mãe África e da riqueza que essa musicalidade tem. Dizer isso significa dizer que aqueles que "vão atrás do ilê" e "avisam lá que se juntarão ao Olodum que é da alegria", são espécies de acéfalos ou imbecis que estão indo atrás de nada. Fazer uma declaração dessas significa que nós não podemos resgatar aquilo que nos foi arrancado (a identidade negra) por que nossos batuques não são música, nossa cultura é exótica, nossas religiões folclóricas.&lt;br /&gt;Não podemos também nos furtar do comentário mais descaradamente racista que é se referir às cotas como porta de entrada da contaminação do curso. É bom que lembremos ao Sr. Dantas, que o curso de Medicina, mesmo com as cotas, continua sendo o curso mais elitista e branco da UFBA e que lá existem poucas/os negras/os. Aquele curso é quantitativa e essencialmente branco. Mas quando o chicote quer açoitar, só acha lombos pretos, mesmo quando se sabe que, se alguma coisa está errada na casa grande, as sinhás e sinhozinhos ocasionaram o desajuste. Nina Rodrigues, embaixo da terra que já consumiu sua carne, regozija-se sabendo que fez escola deixando discípulos persistentes que, como brasileiros(por opção), não desistem nunca. Nós, como brasileiras/os(no RG) da escravidão, da exploração e da marginalização, também não desistimos nem cansamos de retrucar a cada ofensa racista que os versos loucos, porém bem ritmados em sinfonias de Bach, Mozart e Beethoven, nos tomam como alvo.&lt;br /&gt;Mas agora estamos tranqüilas/os, afinal, em sua renúncia, em grande ato de nobreza, o Doutor deixou bem enegrecido: assim como Ali Kamel, Aguinaldo Silva, Lya Luft, Gilberto Velho, Yvonne Maggie, Caetano Veloso e todos os demais que assinaram a carta dirigida ao STF pedindo a inconstitucionalidade das cotas(e tantos outros que não assinaram)...ELE TAMBÉM NÃO É RACISTA. Foi tudo impressão nossa, alguns mal-entendidos e ruídos de comunicação. Ou somos pretas/os burras/os demais e não entendemos o recado ou deve ser culpa da nossa mídia...aquela que está sempre do nosso lado!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6207956960770513123-4682651704357578616?l=diaspora2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diaspora2007.blogspot.com/feeds/4682651704357578616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6207956960770513123&amp;postID=4682651704357578616&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6207956960770513123/posts/default/4682651704357578616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6207956960770513123/posts/default/4682651704357578616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diaspora2007.blogspot.com/2008/05/nina-rodrigues-no-morreu.html' title='Nina Rodrigues não morreu!!!'/><author><name>Diáspora: Negr@s em movimento</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_2bxGgVm0lts/SU8EgAlk2II/AAAAAAAAADk/6GsLZZYuzyw/S220/dias.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6207956960770513123.post-9128531347401595785</id><published>2008-04-24T15:33:00.001-03:00</published><updated>2011-03-01T10:19:33.235-03:00</updated><title type='text'>Pré-ENNUFBA de São Lázaro - Identtidade e Auto Estima</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Antes de discorrer sobre o tema em si, faz mister fazer breve conceituação dos termos para que possamos delimitar e fazer o recorte da discussão a ser discorrida.&lt;br /&gt;Por &lt;strong&gt;IDENTIDADE&lt;/strong&gt; podemos entender que seja o aspecto coletivo de um conjunto de características pelas quais algo ou alguém é definitivamente reconhecível, conhecido; é um conjunto de elementos que permitem saber quem uma pessoa é. Trazendo para a nossa discussão, podemos recorrer ao conceito de &lt;strong&gt;Identidade Negra&lt;/strong&gt; que Nei Lopes traz em sua Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;“em termos psicossociais, a convicção que um indivíduo tem de pertencer a um determinado grupo social, convicção essa adquirida a partir de afinidades culturais, históricas, lingüísticas, etc. Uma das mais árduas tarefas dos movimentos negros na Diáspora, em todos os tempos, tem sido a busca de uma coesão entre as populações negras para o encaminhamento de suas questões. E a dificuldade maior parece se centrar na definição e no desenho dessa identidade negra nos dias atuais. Ao tempo da escravidão, a produção da identidade negra nas Américas deu-se por meio de processos paralelos; pela via da Desafricanização e pela racialização. Os africanos aqui escravizados foram forçados a esquecer suas origens, para assumirem a sua condição subalterna de “negros”. Num segundo momento, o movimento pan-africanista na Diáspora pôs em curso uma reafricanização. No início do século XXI, no Brasil, a mobilização coletiva dos negros em direção às suas reinvidicações específicas ainda esbarrava na falta de uma definição inquestionável sobre quem é efetivamente negro no país.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Dentro dessa perspectiva, ainda podemos trazer o conceito de desafricanização para que percebamos o que foi feito da nossa Identidade Negra. Assim &lt;strong&gt;desafricanização&lt;/strong&gt; é também nas palavras de Nei Lopes e em mesma obra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;“o processo através do qual se tiram ou se procura tirar de um tema ou de um indivíduo os conteúdos que o identificam como de origem africana. Processo psicológico e cultural de desconstrução da identidade dos africanos e seus descendentes em diáspora. A principal estratégia do escravismo nas Américas era fazer com que os cativos esquecessem o mais rapidamente sua condição de africanos e assumissem a de “negros”, marca de subalternidade, a fim de prevenir o banzo* e o desejo de rebelião ou fuga, reações freqüentes, posto que antagônicas. O processo de Desafricanização começava no continente de origem, com conversões forçadas ao cristianismo, antes do embarque. Seguia-se a adoção compulsória do nome cristão, bem como do sobrenome do dono, o que representava, para o africano, verdadeira e trágica amputação“.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sobre a auto-estima, é simples e suficiente a conceituação como o amor-próprio, a auto-valorização.&lt;br /&gt;É inegável que nós negras e negros devemos sim ter uma identidade, um sentimento de pertencimento a algo, para que alcancemos uma auto-estima elevada. E para isso, certamente jamais podemos nos furtar da história. Sim, a história a qual recorremos e alguns dizem que, fazendo isso, remoemos o passado, é nosso “PASSAPORTE DA AUTO-ESTIMA”. Isso porque, é mais do que indispensável que saibamos como e de onde viemos para que entendamos onde estamos e a situação em que nos encontramos. Assim, temos que lembrar da nossa MÃE ÁFRICA. É de lá que viemos, somos filhos dela.&lt;br /&gt;E ai, eu não posso me esquivar de dizer a importância vital à nossa formação de identidade e conseqüente elevação de auto-estima, que tem a implementação da Lei 10.639, que traz a obrigatoriedade da História e Cultura Africana e Afro-brasileira, nos currículos escolares dos ensinos fundamental e médio.&lt;br /&gt;É bem sabido que quando crianças e adolescentes, nós aprendemos apenas a história eurocêntrica que nos renega ao status de APENAS vítimas da história. É bom ressaltar que não podemos esquecer de todas as mazelas a que fomos submetidos no processo histórico, mas também não podemos permitir que as análises sejam reducionistas e esqueçamos do quinhão da história (que não é pequeno) em que as negras e os negros foram protagonistas. Não podemos reduzir nossa história ao tempo em que os brancos nos “civilizaram” (ao ver deles). E a África de reis e rainhas, de cultura farta e, infelizmente, até de guerras??&lt;br /&gt;Então eu ainda vou além, dizendo que, no que concerne à Lei 10.639, temos não só que cobrar a sua implementação, como também fiscalizar o COMO ela será implementada. Não podemos permitir que seu objetivo seja desvirtuado e que, de repente, vejamos nossas crianças aprendendo que os Pretos e Pretas são alguma espécie de ET’s vindos lá da Terra Mãe; não podemos deixar que nos tornem EXÓTICOS ou FOLCLÓRICOS como hoje freqüentemente, já colocam nossa cultura e nossas religiões, mais uma vez deturpando e reduzindo as perspectivas que dizem respeito a essas questões. Por isso, uma capacitação é essencial, mas essa capacitação não deve se restringir a colocar nossos professores em salas de aula pra aprender qualquer coisa sobre a África, ela deve ter uma nuance também pedagógica justamente para evitar a ocorrência de percalços nesse sentido.&lt;br /&gt;Em minha concepção, esse é o primeiro passo para que nossas crianças, no futuro tornadas jovens e adultos, tenham tal identidade, que não se permitam frustrações com padrões de beleza eurocêntricos, não se deixem instrumentalizar para servir ao racismo cínico e não baixem mais a cabeça pra qualquer outra perversidade do racismo cínico em que vivemos. Entendendo e tomando isso como nossa verdade, teremos então a identidade que não mais permitirá que nos chamem de macacos, cabelo de assolan, burros, desalmados, inferiores ou coisa que o valha.&lt;br /&gt;Enfim, quando falamos de identidade, não podemos também esquecer a nossa identificação não só com nossas origens, como também com o outro e com o espaço em que vivemos/freqüentamos. E acho que nesse tocante, é importantíssimo desmitificar a idéia de que nós negras e negros somos racistas uns com as/os outras/os. Todos nós sabemos que, por diversas vezes, negras/os fazem piadas de suas/eus irmãs/os, policias negras/os, batendo e cometendo atrocidades contra negras/os, entre outras milhares de situações. E mais que ver essas situações, já ouvimos diversas vezes também, os brancos dizendo que não são racistas ou mesmo que o racismo nasce de nós mesmo. Essa é a mentira mais deslavada que se pode ouvir e é também a maior arma de legitimação de um racismo do qual nos restringimos ao status de sujeitos PASSIVOS. Sejamos lógicos!!! Nossos antepassados pretos e pretas vindas de África, desde então, às vezes mesmo sendo Reis ou Rainhas, foram subjugados e colocados como NADA. Depois, foram libertados, e continuaram sendo tratados como NADA, já que, sequer um dia fizeram parte da sociedade, foram renegados à marginalidade no sentido literal da palavra. Depois de lutas árduas, conseguimos galgar algum espaço, mas o estigma da inferioridade nos perseguiu. Nunca tivemos a oportunidade de nos sentirmos iguais já que a nós sempre foi negado direitos iguais e políticas de equiparação. Não é lá tão difícil perceber que quando um negro abre a boca pra insultar outro negro usando para isso a questão racial, ele não está falando por si, está sendo instrumento do racismo que é originariamente branco. Nós reproduzimos meramente o que nos foi passado durante dois séculos de libertação forjada; libertação física e aprisionamento mental. O policial negro, que suspeita do cidadão negro e só dá baculejo em preto, ele não é racista, racista é a INSTITUIÇÃO POLÍCIA, racista é o ESTADO, racista é a educação eurocentrada que ele recebeu. O policial preto que suspeita, bate e assassina preto, é INSTRUMENTO das instituições; ele foi formado pra isso, pra bater em seu irmão e legitimar um racismo que não é seu. Ele simplesmente não vê seu semelhante como seu irmão de África por que ele não foi “doutrinado” pra isso, ele não tem a identidade necessária para se enxergar no seu irmão a ponto de se ver nele e entender que, assim como ele, o preto que ele ta batendo não é, de cara, um suspeito.&lt;br /&gt;E a pergunta que não quer calar: como esse aprisionamento mental se dá? O sistema racista é perverso e ele tem a maior e mais eficaz arma da contemporaneidade que são os meios de comunicação. Jornal, televisão, rádios, revistas, etc. Nunca é suficiente lembrar que, especificamente a mídia, não nos contempla, não nos reflete, não temos nela nenhuma possibilidade de identificação. A religião que dá os direcionamentos morais dos telespectadores e, por ora, teleguiados, não engloba atabaques, sacerdotisas pretas de torços na cabeça, cânticos em iorubá, toques e rituais Nyahbinghis, um enviado de Deus preto e etíope, exceto quando pretendem falar de folclore. Na moda não há penteados afros, Black Power, tranças nagô, estamparias e ou tecidos africanos, grande expressividade das modelos e estilistas negras e negros. As mocinhas e mocinhos não são negras e negros, exceto quando temos “A cor do pecado” ou “duas caras”... e eu creio que essa identidade, nós não queremos. O padrão de beleza não engloba nariz largo, lábios grossos, pele escura ou cabelo crespo. Definitivamente, a arte não imita a vida, embora essa arte desalmada tenha sido imitada. Por isso, vemos nossas mulheres pretas alisando o cabelo e querendo fazer franjinha pra ficar igual a Aline Moraes na novela das oito; vemos pessoas reproduzindo o que Ali Kamel consegue deixar nas entrelinhas (e às vezes nem tanto nas entrelinhas assim) dos programas e novelas da emissora que dirige!! Pois é...eles não são racistas!! Não são racistas, mas o padrão de beleza que está colocado é o do branco e, portanto, não é a toa que as chapinhas correm soltas. As/os negras/os querem se ver, querem se enxergar naquilo que assistem, naquilo que persistentemente lhe dizem que é o certo. Qualquer pessoa que sempre teve sua imagem subestimada, também quer um dia ser chamado de bonito, ainda que isso implique fugir de sua raiz, deixar sua identidade de lado buscando uma outra que não lhe, originalmente, não lhe pertence.&lt;br /&gt;Pra finalizar, eu queria dizer que a nossa identificação (na verdade a ausência dela) está em todos os espaços e a Academia não podia se eximir disso. Digo isso por que, se Diáspora existe hoje, foi justamente por causa dessa falta de identificação que temos com a universidade. Apesar de agora negras e negros estarem presentes aqui dentro, esse espaço ainda não tem nossa cara. Pra facilitar o entendimento do que está sendo dito, é só rememorarmos como e porque surgiu o Diáspora.&lt;br /&gt;Ano passado (2007), no auditório da Faculdade de Filosofia e Ciência Humanas da UFBA, acontecia a I SEMCISO e nas mesas, em todas elas, não se viu nenhum negro e muito menos negra compondo-as. Intrigada, pra não dizer indignada, uma colega, também membro e fundadora do grupo(Deise Queiroz), pediu a fala e expôs sua insatisfação com aquela situação. Como resposta dos organizadores do evento, ouviu que não havia negras e negros, na academia, que pudessem compor aquelas mesas. Mais indignada ainda com a resposta com obteve, ela começou a comentar com outras/os colegas negras e negros acerca disso e de outras questões raciais do mundo acadêmico e também exterior a ele. Foi em decorrência dessas discussões que surgiu o Diáspora – Negras e Negros em Movimento.&lt;br /&gt;É importante, portanto, que vejamos que apesar daquela resposta ter sido absurda, já que sabemos que existem sim, negras e negros capacitados na academia e fora dela pra discutir aqueles temas e quaisquer outros, nós temos que ocupar ainda mais espaços lá dentro. Temos que nos enxergar, nos identificar na academia por que ela também é nossa. Temos a faca e o queijo na mão, só falta olharmos pra nós e pra nossos irmãos de África e percebermos o elo que nos faz fortes.&lt;br /&gt;Uma identidade negra é o que nos uni, nos fortalece, e conseqüentemente, nos diz que somos tão bons ou mesmo melhores que qualquer branco. Outras libertações dependem primordialmente dessa: a libertação de uma mentalidade eurocêntrica, a construção de um identidade preta/afro-diaspórica e auto-estima elevada para aguçar a percepção da nossa capacidade de ir adiante, em busca da libertação do racismo cínico, da libertação das correntes que nos amarram na marginalidade, no sub e desemprego, na baixa escolaridade, na maior vulnerabilidade a doenças e mortalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6207956960770513123-9128531347401595785?l=diaspora2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diaspora2007.blogspot.com/feeds/9128531347401595785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6207956960770513123&amp;postID=9128531347401595785&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6207956960770513123/posts/default/9128531347401595785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6207956960770513123/posts/default/9128531347401595785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diaspora2007.blogspot.com/2008/04/pr-ennufba-de-so-lzaro-identtidade-e.html' title='Pré-ENNUFBA de São Lázaro - Identtidade e Auto Estima'/><author><name>Diáspora: Negr@s em movimento</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_2bxGgVm0lts/SU8EgAlk2II/AAAAAAAAADk/6GsLZZYuzyw/S220/dias.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6207956960770513123.post-2338366460047639427</id><published>2007-10-07T14:06:00.000-03:00</published><updated>2007-10-07T20:25:03.923-03:00</updated><title type='text'>Juventude negra e mercado de trabalho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O mercado de trabalho ainda hoje , reflete a organização racial imputada no país , onde os mecanismos discriminatórios se apresentam de forma muito eficiente. Ele é o espelho do racismo, reservando os lugares sócio-econômicos para cada grupo étnico-racial , orientado pela lógica racista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As fontes de pesquisas nos fornecem números que confirma isto. As/os negras/os estão mais sujeitas/os ao desemprego, permanecem mais tempo desempregadas/os e quando estão empregadas/os ocupam funções de menor qualidade, status e remuneração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano (2005), organizado pelo PNUD, de 1992 a 2003, considerando a mesma faixa etária pra brancos e negros, a taxa de desemprego da população negra foi, em média 23% superior à da população branca. Fracionando por sexo: para as mulheres negras era 30% maior que entre as mulheres brancas e, entre os homens negros 24% maior que a existente entre os homens brancos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Considerando o fator remuneração, as desigualdades se manifestam mais nitidamente. Em 2003, segundo este mesmo relatório, os homens brancos ganhavam em média 113% mais que os homens negros, e as mulheres brancas 84% mais que as mulheres negras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero enfatizar que a pirâmide sócio-racial se estrutura da seguinte forma, do topo para a base: homens brancos, mulheres brancas, homens negros mulheres negras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As negras/os tem maior participação que os brancos no mercado de trabalho justamente nas faixas etárias menos desejadas ; entre 10 e 24 anos (trabalho infanto-juvenil , período para dedicar-se aos estudos). Na idade considerada melhor produtiva para o mercado, a participação da população negra cai significativamente. Voltamos a ocupar maior percentual em participação nas idades de aposentadoria (velhice).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A conseqüência da inserção prematura da população negra no mercado de trabalho é o pouco tempo que resta para dedicar à educação , acarretando na manutenção de cargos subalternos, pouco valorizados e mal remunerados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É importante frisar que mesmo entre os negros mais escolarizados, as dificuldades de acesso ao mercado de trabalho são marcantes. As discrepâncias de escolaridades entre as duas raças são acentuadas, porém não são suficientes para explicar a diferença de remuneração. Isso pode ser comprovado observando que entre grupos que tem o mesmo tempo de estudo, a desigualdade entre brancos e negros permanece. E quanto mais elevada é a escolaridade, as discrepâncias salariais se acentuam, sobretudo entre as mulheres negras. Na região Nordeste, os homens brancos ganham 77% mais que os homens negros e as mulheres brancas 74% mais que as mulheres negras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não podemos esquecer o papel que o Estado desempenhou para que o racismo entranhasse também na lógica do mercado de trabalho, quando, no pós escravidão, escolheu nos marginalizar , importando mão de obra branca européia , legitimando mais uma vez , o mito da inferioridade negra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No início do século XXI, houve um “ boom” das Universidades particulares no Brasil, especialmente em Salvador, a conquista histórica do Movimento Negro garantido as cotas raciais nas Universidades públicas, possibilitando uma parcela maior de jovens negras/os adentrarem os espaços de produção de conhecimento. Mas é chegada a hora da saída dessa população qualificada e diplomada para o mercado de trabalho . Como será a recepção da sociedade estruturalmente racista para absorver esta mão de obra que além de desejar os postos mais elevados com melhor remuneração , deseja também gerenciar, dirigir e comandar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante disso, chamo a atenção para a importância dos Grupos de estudantes negras/os organizados nas Universidades criarem estratégias para ampliar a discussão e efetividades no que tocam as ações afirmativas. Elas não se limitam à educação. Está para além disso. Vários países no mundo adotaram ações afirmativas no mercado de trabalho com excelentes resultados. A África do Sul, por exemplo, estipulou ações afirmativas nos postos de chefia das empresas no final do século XX.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro ponto que não pode deixar de ser levantado, é a situação da mulher negra, que dentro dessa pirâmide sócio-racial , encontra-se na base, com os maiores índices de desemprego, subempregos e os piores salários.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem dúvida, vivemos numa sociedade tão racista quanto machista!!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Juventude negra dentro desse quadro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A juventude negra, o alvo preferido dos homicidas, da violência policial, dos grupos de extermínio, lidera o rancking dos recebedores dos menores salários. Também encabeçamos a lista dos desempregados, dos analfabetos, dos que têm os piores empregos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Brasil tem aproximadamente 11,5 milhões de jovens negras e negros de 18 a 24 anos ( 6,6% da população brasileira ) . Entre 10 nossos, 4 estão empregados, entre os brancos essa relação era de 10 para 6.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando conseguimos um posto no mercado, a ocupação normalmente é exercida de forma precária, sem garantia de direitos mínimos, carteira assinada, jornada de trabalho definida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda tem o quesito “ boa aparência “ , as fotos; que querem uma cara bonita, apresentável. Além de tudo isso, existe a famosa carta de referência, o capital social. Aquela/e que indica ao cargo, e não fazem parte de nossa roda de amizades e parentescos. Um dos pontos de defesa para a implementação nos Estados Unidos da América das ações afirmativas no mercado de trabalho foi esse; o entendimento que se tem sobre a ocupação dos melhores cargos, os de chefia e direção ( cargos de confiança). A indicação é feita por um funcionária/o mais antiga/o, que está numa função de direção e apresenta o currículo de um parente ou amigo da família, endossando a confiabilidade dessa/e futura/o funcionária/o.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aí ficamos entre um ambiente escolar pouco hospitaleiro, sem pertencimento local , nos direcionando à evasão ; os nossos que conseguem ultrapassar esta etapa, concluindo a vida escolar, deparam-se com o ambiente inóspito do mercado de trabalho. Para não enquadrar-se no genocídio social, a juventude negra recorre a um mercado de trabalho originalmente negro, formatado no período pós escravização, quando o Estado escolheu marginalizar esta mesma população sob a égide do mito de um avanço tecnológico que nos caberia . Assim criamos mercado informal, o famoso ambulante. Inicialmente, dominado por mulheres pretas, ex-escravizadas, comercializando quitutes, feijão, cocadas nas ruas, homens engraxates, sapateiros, hoje sob a nomenclatura de camelôs, vendedores de picolés, água, cerveja.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;- Relatório de Desenvolvimento Humano&lt;br /&gt;Racismo, pobreza e violência – 2005&lt;br /&gt;PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Juventude Negra e Exclusão Radical&lt;br /&gt;Maria Aparecida Silva Bento&lt;br /&gt;Nathalie Beghin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Revista Urutágua&lt;br /&gt;Racismo: o negro e as condições de sua inserção no mercado de trabalho brasileiro no final da década de 90.&lt;br /&gt;Geruza de Fátima Tomé &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Por Deise Queiroz&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6207956960770513123-2338366460047639427?l=diaspora2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diaspora2007.blogspot.com/feeds/2338366460047639427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6207956960770513123&amp;postID=2338366460047639427&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6207956960770513123/posts/default/2338366460047639427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6207956960770513123/posts/default/2338366460047639427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diaspora2007.blogspot.com/2007/10/o-mercado-de-trabalho-ainda-hoje.html' title='Juventude negra e mercado de trabalho'/><author><name>Diáspora: Negr@s em movimento</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_2bxGgVm0lts/SU8EgAlk2II/AAAAAAAAADk/6GsLZZYuzyw/S220/dias.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6207956960770513123.post-7549202232748171850</id><published>2007-05-26T21:07:00.000-03:00</published><updated>2007-08-04T12:20:46.167-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2bxGgVm0lts/RqYf7eirUgI/AAAAAAAAAAY/FSkN_b0V_IM/s1600-h/Imagem+DiÃ¡spora.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;em&gt;"Animai-vos, ó, povo bahiense, que está por chegar o tempo&lt;br /&gt;feliz da nossa liberdade: o tempo que todos seremos iguais. É chegado o tempo&lt;br /&gt;para a vossa ressurreição, sim para que ressuscitem do abismo da escravidão,&lt;br /&gt;para levantares a sagrada bandeira da liberdade". &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;em&gt;[Boletins sediciosos.&lt;br /&gt;Conjuração Baiana. 12 de agosto de 1798]&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Negras e negros!!!&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Façamos hoje uma conclamação similar à feita por nossos ancestrais há quase três séculos!&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Conquistamos o direito de produzir conhecimento formal dentro da Universidade, porém ainda temos um caminho árduo a percorrer. É nesse sentido que convidamos a todas e todos, que produzem conhecimento formal e informal a fazer da Universidade um lugar que produza, construa e reconheça um saber que não seja originário somente dos colonizadores. Uma Universidade que preze também pela nossa permanência e tenha responsabilidade com as pessoas que formarão. Espaço onde nossas demandas e anseios sejam contemplados e, tendo nossa cara, nos seja receptivo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sejam bem &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:vind@s"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;vind@s&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6207956960770513123-7549202232748171850?l=diaspora2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diaspora2007.blogspot.com/feeds/7549202232748171850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6207956960770513123&amp;postID=7549202232748171850&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6207956960770513123/posts/default/7549202232748171850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6207956960770513123/posts/default/7549202232748171850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diaspora2007.blogspot.com/2007/05/animai-vos-povo-bahiense-que-est-por.html' title=''/><author><name>Diáspora: Negr@s em movimento</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_2bxGgVm0lts/SU8EgAlk2II/AAAAAAAAADk/6GsLZZYuzyw/S220/dias.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
